por Michele Müller
Receber informações passivamente não é a melhor forma de aprender. Quando falamos em crianças da educação infantil, isso não é apenas ineficaz, como consome um tempo precioso em que elas deveriam estar explorando o ambiente de diversas maneiras. A partir dessas interações elas formam uma biblioteca de informações sensoriais e motoras que serão a base do conhecimento que virá em seguida, quando entrarem no fundamental.
Entre os quatro e os seis anos (crianças do Tistu 2), elas vivenciam uma fase que é caracterizada pela perda de um grande número de conexões no cérebro. Isso acontece para que outras, as mais importantes, sejam fortalecidas e, assim, haja ganho de novas habilidades. É como se fosse um momento de edição: informações irrelevantes saem e as essenciais são refinadas.
Como resultado desse processo biológico, combinado aos estímulos do ambiente, as crianças passam a sustentar a atenção por mais tempo, fazer relações e usar simbologias nas brincadeiras e simulações. Começamos a entender que uma coisa pode representar outra. Passam a selecionar melhor as informações. Por isso, a escolha dos estímulos deve ser feita de forma a explorar essa capacidade incrível que apresentam naturalmente.
No Tistu 2, todo o conhecimento e os símbolos que são ensinados partem de interações, envolvendo o corpo, as histórias e as descobertas. Foi assim desde o primeiro dia de aula: recortes, formas, cores, atividade em grupo e exploração de diferentes materiais. Na sequência, as crianças serão levadas pelos persongens da turma do Tistu a novos universos, que se transformarão em criativos projetos temáticos.